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terça-feira, 3 de julho de 2012

Projeto Piloto Cidades Digitais

Conheça as 80 cidades selecionadas para o projeto-piloto Cidades Digitais
Municípios de todas as regiões brasileiras farão parte do projeto-piloto do Ministério das Comunicações

O programa do governo que prevê informatização de todos os equipamentos públicos, oferta de internet sem fio para população e fornecimento de quatro aplicativos para as áreas de saúde, educação, finanças e tributária está começando a caminhar. O Ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira (02/07), a lista dos 80 municípios selecionados para a fase piloto do projeto Cidades Digitais. O MiniCom aprovou as propostas de cidades em vários Estados brasileiros e também no Distrito Federal.

As 192 cidades que participaram da seleção foram avaliadas conforme capacidade gerencial e técnica, sustentabilidade do projeto e expansão da rede. Elas foram classificadas por meio de pontuação de critérios, definidos no edital de chamada pública nº 01/2012, como o índice da receita corrente per capita da cidade, a disponibilidade de equipe de servidores públicos para treinamento, infraestrutura local, possibilidades de estabelecimento de parcerias para manutenção e operação do projeto e densidade domiciliar de acesso à banda larga.

Também pontuaram mais os municípios das regiões Norte e Nordeste – 49 municípios dessas regiões foram aprovados – e cidades com a população de até 50 mil habitantes. O Estado que obteve mais municípios autorizados foi o Ceará, com dez propostas selecionadas, seguido por Bahia, Paraíba e Pará, todos com nove cidades aprovadas. O Distrito Federal obteve a aprovação da região administrativa Cidade Estrutural.


Fonte: Folha de SP.

Municípios selecionados- 80 cidades: projeto cidades digitais


Municípios Selecionados

Municípios selecionados
RegiãoUFMunicípio
1CENTRO-OESTEDFBrasília/Estrutural
2NORDESTEBAGuanambi
3NORDESTEBAItaberaba
4NORDESTEBAItabuna
5NORDESTEBAJuazeiro
6NORDESTEBALauro de Freitas
7NORDESTEBANilo Peçanha
8NORDESTEBAPiraí do Norte
9NORDESTEBAUruçuca
10NORDESTEBAVitória da Conquista
11NORDESTECEAraripe
12NORDESTECEBarreira
13NORDESTECEBrejo Santo
14NORDESTECEJaguaruana
15NORDESTECEMaracanaú
16NORDESTECEMilhã
17NORDESTECEQuixeramobim
18NORDESTECESão Gonçalo do Amarante
19NORDESTECEVarjota
20NORDESTECEViçosa do Ceará
21NORDESTEMASão José de Ribamar
22NORDESTEPBCabaceiras
23NORDESTEPBCachoeira dos Índios
24NORDESTEPBEsperança
25NORDESTEPBItaporanga
26NORDESTEPBLagoa Seca
27NORDESTEPBNova Floresta
28NORDESTEPBPocinhos
29NORDESTEPBQueimadas
30NORDESTEPBSão João do Rio do Peixe
31NORDESTEPEBodocó
32NORDESTEPECasinhas
33NORDESTEPECorrentes
34NORDESTEPIInhuma
35NORDESTEPIRegeneração
36NORDESTEPISão José do Divino
37NORDESTERNSão João do Sabugi
38NORTEAMCoari
39NORTEAMManacapuru
40NORTEAMManaquiri
41NORTEAPSerra do Navio
42NORTEPAConceição do Araguaia
43NORTEPACuruçá
44NORTEPAGoianésia do Pará
45NORTEPAItaituba
46NORTEPAMarituba
47NORTEPAParagominas
48NORTEPATrairão
49NORTEPATucuruí
50NORTEPAUruará
51SUDESTEESCariacica
52SUDESTEMGNepomuceno
53SUDESTEMGPimenta
54SUDESTEMGRio Acima
55SUDESTERJEngenheiro Paulo de Frontin
56SUDESTERJMaricá
57SUDESTERJSão José do Vale do Rio Preto
58SUDESTESPCasa Branca
59SUDESTESPDescalvado
60SUDESTESPGuararapes
61SUDESTESPLourdes
62SUDESTESPPenápolis
63SUDESTESPPresidente Epitácio
64SUDESTESPSanta Gertrudes
65SUDESTESPSocorro
66SULPRAssis Chateaubriand
67SULPRBandeirantes
68SULPRIbiporã
69SULPRPalmas
70SULPRQuatro Barras
71SULPRSanta Cecília do Pavão
72SULPRSão Miguel do Iguaçu
73SULPRToledo
74SULRSCandelária
75SULRSJari
76SULRSNão-Me-Toque
77SULRSNova Bassano
78SULRSSanto Ângelo
79SULRSSão Miguel das Missões
80SULSCJoaçaba

domingo, 8 de janeiro de 2012

Minha filha e o Tablet: a hora é agora?

Fernanda, minha filha de quinze anos, que atualmente está no primeiro ano do ensino médio, tem um grande sonho: estudar com a ajuda de um tablet. Mas ela não quer deixar de escrever e enterrar a letra cursiva – o que eu, sinceramente, concordo: os estudantes devem continuar a registrar algumas observações no bom e velho fichário, um método que jamais deixará de existir no processo de aprendizado.

 Ela quer apenas ter mais agilidade (encontrar o conteúdo de todos os livros em poucos cliques), acesso a um conteúdo mais instigante (animações que ilustrem algum conceito da física ou mapas interativos em três dimensões que já mostram o relevo de determinada região, por exemplo) e, principalmente, mais comodidade (sem a necessidade de levar muito peso em uma mochila).
Mas se a Fernanda adotasse um tablet já no próximo ano letivo, a tecnologia realmente seria útil para seus estudos em sala de aula? Apesar dos inúmeros aspectos positivos que tornarão sua utilização pelas escolas inexorável, precisamos considerar também diversos desafios que, infelizmente, ainda precisam ser vencidos para levar os livros didáticos para o iPad, o Kindle, o Galaxy ou qualquer outro tablet tão rapidamente quanto esperam os estudantes desta nova geração que já nasceu conectada.


Vamos avaliar os aspectos que podem ser negativos e quais serão os positivos com a chegada dos tablets nas escolas nos próximos anos.
NEGATIVOPOSITIVO
Disponibilidade de ConteúdoA grande maioria das editoras ainda está apenas planejando lançar livros didáticos para tablets, o que inviabilizaria uma substituição do material didático impresso por conteúdo digital em larga escala.
A adoção imediata pelas escolas incentivaria as editoras a acelerar lançamentos de livros didáticos para tablets para não perder mercado para as concorrentes que se anteciparem na digitalização de conteúdos.
Preparo dos Professores para lidar com as novas tecnologiasOs professores ainda não estão, em sua maioria, preparados para utilizar as tecnologias digitais, valendo-se ainda de recursos tradicionais para dialogar com os alunos na expectativa que eles aprendam, o que é um grande desafio em uma geração que cresceu em meio aos bits e bites. Nas mãos dos professores, os tablets ainda não seriam utilizados em todo seu potencial.Com a implementação antecipada dos tablets, as escolas serão obrigadas a investir rapidamente na formação do corpo docente para que os professores aprendam a aplicar as novas tecnologias em sala de aula, melhorem a qualidade do ensino e consigam envolver e motivar os alunos, incrementando a curva de aprendizado na medida em que conquistem seu interesse para um conteúdo mais interativo, dinâmico e atraente.
Custos e ReaproveitamentoTodos os anos as editoras enviam livros impressos para que os professores os avaliem e escolham com quais querem trabalhar no próximo ano letivo. Os livros são sempre atualizados para novas edições e não podem ser reutilizados, sendo destinados, apenas e eventualmente, para reciclagem. Sabemos que qualquer mídia em papel tem os dias contados e com os livros didáticos não será diferente. Mas as editoras ainda não acordaram para esta nova realidade e, por isso, os tablets ainda não terão grande utilidade na sala de aula e serão apenas mais um peso na mochila.Na medida em que lançarem livros para tablets, as editoras serão forçadas a cobrar apenas pelas atualizações e não mais pelos relançamentos das edições que trazem conteúdos muito semelhantes aos das edições anteriores. Os conteúdos baixados nos tablets serão 100% reaproveitáveis e terão que ser cada vez mais inovadores, interativos e divertidos para entreter os estudantes. Por mais este motivo, quanto mais rápido o mercado editorial começar a desenvolver materiais em formato digital, melhor será. Se as escolas incentivarem o uso dos tablets, as editoras serão obrigadas a embarcar na digitalização. Isso é tão certo quando a música digital ter matado o CD.


Nesta rápida análise fica claro que, mesmo com estes empecilhos para uma rápida adoção, não há motivos para esperar. As escolas não terão nada a perder em incentivar o uso dos tablets o mais rápido possível. As tarefas escolares, com certeza, se tornarão muito mais divertidas, lúdicas e práticas com o suporte de um tablet. Com poucos cliques, os alunos terão acesso aos conteúdos essenciais e uma infinidade de conteúdos extras, a qualquer momento, não precisando inclusive se deslocar em momentos pontuais para o laboratório de informática. Será o início de uma Nova Era, com mais mobilidade, praticidade, otimização do tempo e dos recursos, tão preciosos quando falamos de Educação.


O tablet chegará para motivar os alunos a explorar mais os conteúdos, criar momentos de reflexão, tirar dúvidas e outras atividades mais produtivas. E irá, claro, tornar o processo de aprendizagem, dentro e fora da sala de aula, mais antenado com os desafios de uma formação cada vez mais exigente. Implementar as novas tecnologias na sala de aula é inevitável e urgente para que estas novas gerações ingressem mais preparadas no mercado de trabalho em que saber usar um microcomputador deixou há muito tempo de ser um diferencial. A Fernanda, que não chegou a conhecer uma máquina de escrever e só ouve músicas no iPod, é prova disso e ela tem pressa! Ou as editoras e escolas entendem a Fernanda ou irão perder definitivamente sua atenção para oráculos como o Google e a Wikipedia. A hora é agora!

Fonte:Diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP, ela é uma estudiosa da tecnologia aplicada à Educação- Luciana Allan